ão é só ao vivo, ali, bem pertinho do gramado e do calor da torcida, que um torcedor pode viver o momento mais marcante na sua relação apaixonada com o clube de coração. Diante da telinha da TV na qual brilha hoje como o estilista de moda Jacques L'Eclair, na novela "Ti-ti-ti", da Rede Globo, o ator Alexandre Borges viu o verde ficar fashion na América. Há mais de dez anos, em sua casa, em Ipanema, na companhia da mulher, a atriz Julia Lemmertz, o santista de nascimento, palmeirense convicto, era pura tensão.
Na final da Libertadores de 1999, Palmeiras e Deportivo Cáli fizeram jogo daqueles dramáticos no Palestra Itália. E na decisão por pênaltis, os braços erguidos e a corrida tresloucada do ídolo, o goleiro Marcos, logo após o lance capital - a cobrança na trave de Zapata, selando o triunfo por 4 a 3 -, tornaram emblemática a conquista.
- Naquela equipe, treinada pelo Felipão, tinha dois jogadores que eu gostava muito: o Evair e o Marcos, para mim, heroicamente, um símbolo palmeirense. A cara do time, do clube. Jogador exemplar, que veste a camisa. Ele tinha sucedido o Velloso, que era um grande goleiro, e ganhou a confiança da torcida. Nessa final, eu já estava nervoso antes de a partida começar porque tínhamos perdido a primeira, por 1 a 0. Foi um jogo muito nervoso. Ganhamos no tempo normal (2 a 1). Uma decisão por pênaltis não é fácil, sempre marca muito. Dá uma ideia maior de batalha. E é uma loteria.
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