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sábado, 2 de abril de 2011

Felipão x Martelotte: duelo na Vila opõe técnicos de currículos distintos

O clássico entre Santos e Palmeiras, neste domingo, às 16h (horário de Brasília), na Vila Belmiro, pela 17ª rodada do Brasileirão, colocará frente a frente dois treinadores cujos currículos estão separados por um abismo. O Verdão é comandado por Luiz Felipe Scolari, 62 anos, técnico com vasta experiência internacional, passagens por seleção de Portugal e Chelsea, campeão do mundo com a Seleção Brasileira, além de projetos vitoriosos no Brasil. Já o Peixe terá como treinador neste domingo Marcelo Martelotte, 42 anos, interino que só estará no banco porque o clube ainda não oficializou a contratação de Muricy.

Felipão, porém, afirma que a pouca experiência e o currículo modesto de Martelotte, que, na verdade é auxiliar técnico da comissão técnica fixa do Peixe, não o iludem. Ele cobra respeito ao colega e lembra que o treinador já trabalha com o elenco santista desde o início do ano passado.

- Acho uma falta de respeito com o Martelotte (dizer que o santista não é tão competente quando ele). Está no Santos há muito tempo. Se não tivesse condições, o clube não daria a ele esse grupo para trabalhar. Ele tem o respeito da direção e, principalmente, dos atletas - afirmou.

Martelotte afirma, por sua vez, não se apegar ao rótulo de interino. Afirma que foca apenas no trabalho a curto prazo. Sabe que logo voltará a ser auxiliar, mas garante que isso não o incomoda.

- Toda vez que um treinador sai e eu sou chamado para assumir, sei que é por dentro determinado. Mas, para mim, não muda nada se sou interino, se tenho mais um dia ou uma semana de trabalho à frente do grupo. Penso apenas no trabalho do dia a dia e no próximo jogo - disse.

O interino santista assumiu a equipe no dia 1º de março, após a demissão de Adilson Batista. Sob seu comando, o Peixe disputou oito jogos até o momento, com cinco vitórias, um empate e duas derrotas. Essa é a segunda vez que Martelotte é chamado para “apagar incêndio” na Vila Belmiro. Em outubro do ano passado, logo após a saída de Dorival Júnior, ele pegou a equipe e a levou até o fim do Brasileirão.

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